O melhor primeiro texto que pude escrever

Eu tinha várias ideias de “primeiro texto” pra iniciar esse novo blog aqui com você, mas decidi começar contando uma coisinha fofa e legal que me aconteceu outro dia.

Eu fui no Café das Coisinhas, um café fofíssimo na Vila Mariana, e como em muitos conteúdos que posto no MAPA DAS MINAS, minha ideia era apenas ir sozinha e gravar vídeos relatando sobre minha experiência, bem … sozinha.

Cheguei e escolhi uma mesa bem no cantinho, pra que eu pudesse fazer minha gravação sem muitas interferências (olhares?), mas fui surpreendida por uma goteira que caía bem na minha cabeça.

Avisei a atendente que ia passar pra mesa do lado, meio a contra gosto de ficar tão próxima a uma mesa ocupada por uma garota, de uns 14 anos. Passando para essa nova mesa, eu ficaria ao lado dela, como se estivéssemos ido almoçar juntas.

Ela esperava a mãe, e tive uma breve sensação de que assim que essa mãe chegasse e sentasse à sua frente, ficaríamos ainda mais próximas, como se ocupássemos uma mesa pra 4. E assim aconteceu.

Fingi costume, pedi meu prato, tomei meu suco mas observei, de canto de olho – aquele fininho de visão que a gente tem mesmo sem ver, sabe? – que eu tava sendo observada pelas duas.

“Amei seu prato, acho que vou pedir igualzinho” – a mãe me chamou pra conversa. “Ah, tá bem gostoso, pede sim” – eu respondi com a voz fina e aquela simpatia artificial que a gente usa com pessoas estranhas, tipo a voz que a gente usa pra cumprimentar o Uber ou pra pedir pão na padaria.

E vamos pra uma rápida revelação aqui nesse blog: eu sou tímida. Ok, sou completamente capaz de me virar bem em ambientes sociais, sorrio, faço piadas, puxo assunto, mas isso é algo que venho praticando a cada dia, mês, ano (principalmente com os encontros que a gente faz no CLUBE), não é natural pra mim sair conversando com as pessoas e falando da minha vida, se eu não tiver que fazer isso, sou muitíssimo reservada.

Acho que é por isso que gosto tanto de sair sozinha, e criei um clube de mulheres pra me obrigar a não passar 100% do meu tempo em casa lendo livros… sozinha.

Voltei pro meu prato. “O cookie daqui também é ótimo!” falou a menina, os dois rostinhos ainda sem seus respectivos pratos na mesa, virados pra mim que já devorava meu almoço.

Entendi que a interação ia ser inevitável, quando mesmo trocando de assunto elas tentavam me incluir na conversa de alguma forma, como se realmente estivéssemos todas sentadas juntas em uma única mesa.

Pronto.

Como boas paulistanas perguntaram o que eu fazia da vida, eu falei do MAPA e das visitas em restaurantes, elas deram algumas dicas na região, e quando caí em mim estava estranhamente gostando muito daquela conversa.

Elas eram naturalmente muito carismáticas e agradáveis, e em pouco tempo conversávamos como 3 amigas: eu, no alto dos meus 34 anos, a mãe, que deveria ter uns 47 (?) e a filha que sem nenhum perrengue assumiu que tinha 15.

Comemos rondelli, contamos histórias, trocamos dicas de restaurantes, falamos sobre as dores e delícias de cada fase da vida (a da filha na escola, com certeza a pior). Rimos. O tempo passou rápido.

Pedi o cookie que elas recomendaram – “Mas pede pra atendente esquentar um pouquinho, faz toda a diferença!” – me alertou a menina antes de levantar apressada pra voltar pro colégio. 

Elas me deram um tchauzinho quase com dó de ir embora e fiquei com saudade do que a gente nem viveu. Umas queridas. Há muito tempo não tinha uma surpresa tão gostosa numa quarta-feira chuvosa.

Saí pelas ruas tão leve, que nem guardei ansiosa o celular na bolsa, como geralmente faço com medo de ser assaltada. Nada de ruim poderia acontecer num dia tão especial como esse.

ESSA

ESSA 

ESSA

é a mágica de sair sozinha. Coisas incríveis podem acontecer: conexões inesperadas, novos contatos, você se pegar rindo intimamente com alguém que nunca tinha visto antes.

E você aí com medo de se permitir viver experiências, assim?? Eu preciso te ajudar, sinto que preciso. E esse espaço aqui online vai ser pra isso, pra gente se conectar e se ajudar. Sozinha eu vou pra qualquer lugar, mas juntas a gente domina a cidade!

Aviso importante: esse blog não tem compromisso nenhum com o tempo, ele pode apresentar textos diários, mensais, anuais, tudo depende da agenda e saúde mental de quem vos escreve. 

Ele também é um blog colaborativo, então se você tem experiências legais pra contar como: passeios que fez sozinha, pessoas que conheceu pelo caminho, experiências que teve no nosso Clube de Amigas em São Paulo, ou apenas um review de restaurante que você amou, é só mandar seu texto (do jeitinho que quiser!) pro email: comercial@mapadasminassp.com.

Queremos publicar histórias reais por aqui!✨


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2 comentários em “O melhor primeiro texto que pude escrever

  1. Avatar de DesconhecidoJuliana Souza

    Amei esse texto! Me identifico muito, porque também sou tímida e não muito aberta a puxar papo com estranhos. O Mapa tem me ajudado demais com isso! A experiência de ir em um date de quarta sem conhecer absolutamente ninguém foi surreal. Meus amigos são tão de longa data, que eu nem lembrava a última vez que contei pra alguém sobre coisas básicas da minha vida e da minha personalidade, e não só atualizações.
    Saí de lá tendo conhecido pessoas incríveis (e até com um grupinho a parte no WhatsApp haha). Realmente, lidar com o desconhecido pode trazer muita coisa boa!

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    1. Você falou tuuuuudo, amiga. Parece que a gente dá um “refresh” no sistema sempre que a gente conhece uma pessoa nova, falando sobre nossas características mais básicas, e acaba sendo um exercício de autoconhecimento também, né? Até porque a gente vai mudando, é gostoso conhecer novas fases de nós mesmas, rs. Que bom que você tá curtindo a experiência!! ❤

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